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Angústia- Você sente?

O termo “angústia” vem do latim – angor, que quer dizer angustura, estreitamento, apertamento. E não é exatamente disso que se trata? Um aperto no peito, um não saber o que fazer e como fazer? Um desconforto, um mal-estar?

Desde seus primeiros trabalhos Freud (o pai da Psicanálise) vinha se preocupando com a questão da angústia, e para minimamente tentar traduzir em palavras que sentimento é esse, que sensação é essa que nos aflige, Freud diz o seguinte: “Como se origina a angústia? Tudo o que sei a respeito é o seguinte: logo se tornou claro que a angústia de meus pacientes neuróticos tinha muito a ver com a sexualidade” (Freud, 1894, p. 229).

O que podemos entender sobre esse mal-estar contemporâneo, tão atual, mas que no entanto nos afligiu desde sempre, é que quando nosso objeto de desejo é perdido ou a satisfação é apenas parcial, e ela sempre é parcial, nunca completa, esse mal estar se instala, e então sofremos com isso porque não sabemos lidar com esse “não todo”, com essa castração.

A angústia é sobre o que está perdido e o que está por vir, o desconhecido, aquilo que se planeja, se deseja, mas que não temos certeza se irá acontecer ou como irá acontecer, enfim, não temos controle sobre isso. Estamos nos referindo àquilo que é do sujeito, discurso dele, aquilo que não se pode mentir pra si mesmo, nem tapar o sol com a peneira, nem colocar a sujeira para debaixo do tapete.

A angústia fala de uma acumulação de excitação sexual que não tendo sido atendida se transforma em sintoma convertido no corpo, porque nosso corpo fala, se traduz em sensações que podem nos causar prazer e desprazer, mas que no caso da ansiedade  podem resultar em mudança de humor, insegurança, desassossego, ressentimento e até mesmo uma profunda tristeza. Um misto de emoções e sensações.

A excitação sexual da qual falamos aqui, não se restringe ao órgão sexual, ela fala do que é prazer para o sujeito, do que lhe causa bem-estar. E como esse objeto de prazer para qual apontamos fala sempre de um prazer parcial e que é para sempre perdido, ficamos mergulhados em angústia, nesse “apertamento” traduzido em sintomas, que podem ser desde a invasão de pensamentos negativos, falta de habilidade de encontrar uma saída para determinada situação, taquicardia, insônia, inquietação, sensação de sufocamento, até dores de cabeça.

A pergunta que não quer calar é a seguinte: “Como posso lidar com isso?” Nem sempre sozinho, mas com o acompanhamento de um profissional que lhe dê lugar de fala, lugar de escuta, pra que você possa falar disso até se esvaziar, até que possa elaborar o que foi dito por você e se posicione diante da vida. Entretanto, fazer o que lhe agrada, estar ao lado de quem sente prazer, pode ser  também uma excelente saída pra lidar com tudo isso de um jeito mais leve.

Andréa Pinheiro – Psicanalista e Psicopedagoga- Mestranda em psicanálise, saúde e sociedade /

Agendamentos: (24)99316-8982

Espaço Multidisciplinar Vida Plena- Valença-RJ

MB Centro de Ensino-Parapeuna-Valença-RJ

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