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ALCOOLISMO E SOCIEDADE

 

Vivemos em uma sociedade que é orientada a partir de uma cultura de massificação imposta pelos meios midiáticos. Esses meios (televisão, rádio, internet, jornais impressos, revistas, etc.) existem devido à arrecadação de recursos financeiros (lucro de seus proprietários) adquiridos com a comercialização de propagandas de produtos e serviços.
Dessa forma fica fácil de compreender que as bebidas alcoólicas são excelentes produtos de venda, pelo fato de serem consumidas exageradamente/abusivamente por pessoas que não conhecem seu poder destruidor. Além desse fato, também é de destacar a sua legalidade comercial e de uso, o que se deve ao fato de gerar imensa arrecadação de impostos aos cofres públicos.
Uma articulação de interesses pode então ser correlacionada, o que nos faz chegar à conclusão de que as bebidas alcoólicas não são apenas lucrativas para seus produtores e fornecedores, mas também para os seus divulgadores (mídias) e para o governo.
Como vemos, dentro dessa articulação de interesses obscuros por trás de uma glamourização do álcool, temos o governo que recebe uma vultosa arrecadação de impostos, permitindo assim que os meios de massificação midiáticos criem a falsa idéia na população de “um mundo perfeito, erotizado e saudável aos consumidores de álcool.”
Um forte exemplo disso são as propagandas de bebidas da televisão aberta do Brasil, que sempre conciliam a imagem do consumo de álcool a pessoas famosas da televisão e também a homens e mulheres de corpos sarados e bronzeados, em praias paradisíacas ou em festas maravilhosas. O álcool é propagado como uma diversão que liberta das aflições do dia-a-dia.
Ainda nos lembrarmos de comerciais famosos como o da cerveja Brahma, em que esta era servida no Bar da Boa, uma alusão a atriz Juliana Paes (personagem dona do Bar da Boa) e a cerveja que era intitulada como boa. Quem bebe Brahma gosta de coisa boa! Essa a mensagem subliminar.
Outro exemplo era o do conhaque Dreher, em que o slogan do comercial era: Deu o duro, tome um Dreher! Uma perfeita alusão ao fato de que após um dia exaustivo de serviço, nada melhor que tomar um conhaque para relaxar.
Essa divinização/glamour do álcool é mais nítida ao se aproximarem as festas de fim de ano, quando a Globo sempre apresenta, uma ou duas semanas antes do natal, os “benefícios medicinais do consumo de vinhos”. Esse fato é facilmente explicado por ser a época de maior venda de vinhos no ano em nosso país.
Nesses programas se mostram os benefícios cardiovasculares do uso diário do vinho tinto, sem dizerem que é a uva, e não o álcool, que possui propriedades terapêuticas. Por que, então, não se divulgar as propriedades terapêuticas do suco de uvas? Simples: não há ganhos financeiros com tal atitude.
Enfim, vivemos em uma sociedade extremamente capitalista e de oferta e consumo, onde o álcool, por sua capacidade viciante e sua legalização, é um excelente produto para oferta.

 

Autor: Charles José da Silva. Psicólogo Clínico – CRP: 05/47.134

 

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