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TRANSTORNO DE PERSONALIDADE ANTI-SOCIAL

Os indivíduos com transtorno da personalidade anti-social (TPAS) têm uma história de transtorno da conduta na adolescência e um padrão de comportamentos profundamente irresponsáveis e socialmente ameaçadores que persiste
na idade adulta. As pessoas com TPAS têm uma visão de mundo pessoal, nunca interpessoal. Em termos sociocognitivos, elas não conseguem assumir o ponto de vista do outro, ao mesmo tempo em que o seu próprio. Assim, não conseguem assumir o papel do outro. Pensam de maneira linear, só antecipando reações dos outros, depois de responder aos próprios desejos. Suas ações não se baseiam em escolhas, em um sentido social, por causa dessas limitações cognitivas.
Sua visão de si mesmas consiste em um sistema de avaliações e atribuições auto protetoras.
Por exemplo, elas podem estar apenas “tomando emprestado” dinheiro de seu empregador, pretendendo pagar o “empréstimo” assim que suas apostas renderem um bom dinheiro. Ações realizadas em interesse próprio são avaliadas
mais positivamente do que as mesmas ações em outra pessoa. O indivíduo anti-social vê a si mesmo como inteligente, persistente e constrangido pelas circunstâncias, mas vê alguém que está fazendo a mesma coisa como um “ladrão patético”.

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Com freqüência, as recomendações terapêuticas são realmente um ultimato: é fazer o tratamento ou perder o emprego
ou ser expulso da escola. Os tribunais podem oferecer uma escolha a réus condenados fazer terapia ou ir para a prisão. A escolha, em geral, é fazer terapia. Em muitos casos, a liberdade condicional depende da freqüência à psicoterapia. Eles são trazidos ao tratamento contra a sua vontade, sem nenhuma ideia clara da direção da mudança e com poucos motivos para mudar.

O DSM-I (American Psychiatric Association, 1952) incluía no diagnóstico de perturbação da personalidade sociopática os indivíduos irresponsáveis, que estavam sempre envolvidos em problemas e aqueles que viviam em um ambiente moral anormal, como os que apresentavam desvios sexuais, abrangendo “homossexualidade, transvestismo, pedofilia, fetichismo e sadismo sexual [incluindo estupro, ataque sexual, mutilação]”.
O DSM-II (American Psychiatric Association, 1968) revisou o diagnóstico de personalidade anti-social e incluiu aqueles que “são incapazes de lealdade significativa a indivíduos, grupos ou valores sociais. Eles são grosseiramente egoístas, insensíveis, irresponsáveis, impulsivos e incapazes de sentir culpa ou aprender com a experiência e o castigo. A tolerância à frustração é baixa. Eles tendem a culpar os outros ou oferecer racionalizações plausíveis para o seu comportamento”
O DSM-III (American Psychiatric Association, 1980) acrescentou a advertência de que havia uma cronicidade no comportamento, que começava antes dos 15 anos. Isso incluía “mentir, roubar, brigar, vadiar e resistir à autoridade” e “comportamento sexual incomumente precoce ou agressivo, beber excessivamente e usar drogas ilícitas”. Mais tarde, o DSM-III-R (American Psychiatric Association, 1987) incluiu crueldade física, vandalismo e fuga de casa.
O TPAS difere dos outros transtornos da personalidade no DSM-IV-TR (American Psychiatric Association, 2000). Ele se destaca como o único transtorno que não pode ser diagnosticado na infância, ao passo que todas as outras categorias
diagnosticas podem ser usadas para crianças e adolescentes. Além disso, o TPAS requer uma história de um diagnóstico precursor, o transtorno da conduta.

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ABORDAGEM DE TRATAMENTO
A intervenção de tratamento para o TPAS obviamente apresenta desafios significativos. As questões associadas das habilidades e da motivação podem ser igualmente aplicadas ao paciente e ao terapeuta. A terapia cognitiva é planejada para ajudar o paciente com TPAS a fazer uma transição do pensamento, em termos principalmente concretos, imediatos, para considerar um espectro mais amplo de perspectivas interpessoais, crenças alternativas e ações possíveis.

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Assim, os pensamentos automáticos e as reações do paciente anti-social são freqüentemente distorcidos por crenças que estão a serviço dele mesmo, enfatizam satisfações pessoais imediatas e minimizam futuras conseqüências. A crença subjacente de que estão sempre certos torna improvável que eles questionem as próprias ações. Os pacientes podem variar no grau de confiança ou desconfiança que sentem em relação aos outros, mas é improvável que busquem orientação ou conselho sobre qualquer curso de ação. Uma pessoa com TPAS que quer alguma coisa vai pegá-la, sem sequer compreender
as possíveis conseqüências ou manifestar preocupação com possíveis conseqüências.

Texto extraído do Livro Terapia Cognitiva dos Transtornos da Personalidade (2º Edição)

Autores: Aaron T. Beck;   Arthur Freeman;   Denise D. Davis e colaboradores

Editora: Artmed

José Elias dos Santos – CRP/RJ. 05/52196 – Especialidade em Terapia Cognitiva Comportamental

Agendamento para consultas no Espaço Multidisciplinar Vida Plena – Rua André Rugeri, 115 – Bairro de Fátima – Valença – R.J. ou pelos telefones:

(24) 2452 4478 ou (24) 99817 2071 ou (24) 988054015 – whatsApp

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