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TRANSTORNO DE PERSONALIDADE BORDERLINE

O transtorno da personalidade borderline (TPB) pode ser caracterizado pela notável instabilidade em muitos, senão em todos, aspectos do funcionamento da pessoa, incluindo relacionamentos, auto-imagem, afeto e comportamento.

Muitos indivíduos com TPB são inteligentes e talentosos, mas seu transtorno os impede de se desenvolverem, outros têm dificuldade para concluir sua educação, não trabalham ou têm empregos aquém de sua capacidade. Crises relacionais são comuns, eles freqüentemente infligem ferimentos a si mesmos e apresentam abuso de substâncias, normalmente na forma de automedicação.

Formas especializadas de terapia cognitiva estão entre as opções de tratamento disponíveis mais promissoras. Embora a terapia cognitiva para o TPB não seja nem um pouco simples, muitos terapeutas descobriram que, com essa estrutura, o tratamento dos indivíduos com TPB pode ser uma experiência bem-sucedida e compensadora.

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Embora sempre deva haver um local para atendimento de crise, o terapeuta é a pessoa mais importante para tratá-la. A maioria das crises é alimentada pelas crenças negativas do paciente em relação a experienciar emoções. A principal estratégia para anular essas crenças é assumir uma postura calma, aceitadora e tranquilizadora. É importante ouvir
empaticamente o paciente, perguntar sobre sentimentos e interpretações, e validar os sentimentos. Muitas vezes, idéias e ações autopunitivas (no modelo de Young, o modo dos pais punitivos) desempenha um papel disfuncional e pode ser importante investigar ativamente esses pensamentos e se opor a eles (por exemplo: “Isso não é verdade, você é uma boa pessoa, está absolutamente certo ficar triste e zangada quando o seu marido deixa você, e fico feliz por você me contar sobre os seus sentimentos”.). Disponibilidade durante as crises é útil, pois uma intervenção precoce geralmente previne a piora, a automutilação, o abuso de drogas ou outras ações desadaptativas e reduz a necessidade de hospitalização. Mais cedo ou mais tarde é possível, no tratamento, chegar a um acordo com o paciente, de que ele não terá nenhum comportamento disfuncional (como automutilação), antes de falar com o terapeuta.

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Embora os pacientes com TPB apresentem uma notável instabilidade em muitos aspectos de seu funcionamento, uma intervenção cognitiva intensiva e dirigida pode reduzir essa instabilidade, modificar a desconfiança interpessoal e alterar os esquemas centrais subjacentes, incluindo os esquemas relacionados ao trauma , tão freqüentemente encontrados nesse transtorno desafiador.

Texto extraído do Livro Terapia Cognitiva dos Transtornos da Personalidade (2º Edição)

Autores: Aaron T. Beck;   Arthur Freeman;   Denise D. Davis e colaboradores

Editora: Artmed

José Elias dos Santos – CRP/RJ. 05/52196 – Psicólogo Clínico e Terapeuta Cognitivo Comportamental

Agendamento para consultas no Espaço Multidisciplinar Vida Plena – Rua André Rugeri, 115 – Bairro de Fátima – Valença – R.J. ou pelos telefones:

(24) 2452 4478 ou (24) 99817 2071 ou (24) 988054015 – whatsApp

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